Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 15/05/2020
Na música “Homem no Espelho”, do ilustre rei do pop Michael Jackson, ressalta-se a importância das mutações sociais e para essa mudança o primeiro passo é alterar atitudes individuais. Essa canção se insere no cenário brasileiro, uma vez que as segregações das classes sociais continuam sólidas, mesmo passado do período Colonial, o qual os indígenas eram vistos como classes inferiores à Portugal. Nessa lógica negativa, deve-se discutir a divisão dos espaços públicos baseado no capital e, consequentemente, à perda de cultura e identidade nacional.
De início, vale pontuar que com o advento da Revolução Industrial consolidou-se o sistema capitalista o qual seu alicerce baseia-se no lucro, status sociais e bem materiais. Por essa razão, influenciados em seguir os novos moldes desse sistema, a sociedade tende a segregar os indivíduos que não se incluem nesse paradigma de altos bens materiais - carros, mansões - denotando-os como inferiores e menos capacitados para dividirem os mesmos espaços. Logo, esse pensamento frágil se consolida na população do país.
Ademais, por tal pensamento errôneo, a classe social que possui elevado capital dissemina suas culturas - preceito importante para o desenvolvimento e identidade do país - somente entre os seus semelhantes. Assim, além da escassez de conhecimentos culturais de diversas tradições, a segregação das classes sociais faz com que essas parcelas se isolem em somente uma única realidade, bem como relata o filósofo Platão em sua teoria do “Mito da Caverna”, na qual os indivíduos por se negarem a conhecerem outros espaços de relações sociais se acorrentam em um mundo ilusório e empobrecido de evoluções. Assim, nota-se a importância de medidas das instituições formadoras de opiniões.
Portanto, evidencia-se que a segregação das classes sociais é um empecilho no Brasil. Por isso, é necessário que o Governo Federal, por meio de parcerias entre os estabelecimentos que segregam as classes, a exemplo de shoppings e estádios, desenvolva projetos a fim de unificar esses espaços. Ainda cabe a escola, órgão formador de opinião, desenvolver palestras que enfatizem os perigos e maneiras de intervir nas segregações sociais. Feito isso, conforme a música do rei pop, a sociedade verde-amarela irá refletir suas ações pensando nas gerações futuras e o bem-estar coletivo.