Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 16/05/2020

No século XX, o mundo presenciava um verdadeiro conflito entre etnias, principalmente na África do Sul, o que fez surgir no meio desse caos uma nova palavra: apartheid. Ao analisar o significado do novo termo nota-se que parte do seu conceito outrora já existia, também conhecida como segregação. Embora o vocabulário tenha se popularizado no século passado, é indiscutível que no Brasil a segregação das classes sociais tornou-se um grave problema na sociedade. Sob esse aspecto, pode-se afirmar que não só a falta de interação entre classes sociais é efeito da segregação, como também a restrição da própria cultura.

Atualmente, observa-se que a carência de interação social entre classes é um fator prejudicial para o agravamento desta separação de camadas na sociedade. Tal análise é feita pela filósofa Simone de Beauvoir, que menciona o fato da sociedade valorizar o papel social do indivíduo mais do que o próprio indivíduo, isso ocasiona a valorização de grupos com maior renda e por conseguinte o esquecimentos de grupos de menor renda. Desse modo, grande parte da sociedade brasileira acabam sendo marginalizados e tal fator impossibilita o contato para uma convivência justa.

Ademais, outra preocupação constante é a divisão do acesso à lugares, à própria cultura e, principalmente, á bens essenciais a vida. Nessa perspectiva, Rosa Parks, importante símbolo no combate à segregação, lutou contra o limite da sua liberdade para uma sociedade mais igualitária. No entanto, a sociedade é o reflexo dela mesmo, e por consequência disso, vê-se no Brasil a falta de uma representação que imponha uma solução para tal problema. Assim, cada vez mais existem excessos de vantagens para boa parte dos cidadãos brasileiros, o que corrobora para uma sociedade desigual, tornando-se um obstáculo ainda maior.

Para combater a segregação social no Brasil, portanto, é essencial, antes de tudo, compreender que nossa sociedade é plural e é preciso pensar de maneira coletiva. Logo, é necessário que o Ministério Público diminua esta divisão social que interfere na interação da população brasileira, oferecendo serviços, como meia entrada à lugares culturais, eventos e shows, que possam contribuir para diminuição de vantagens, que parte da população usufruem, a fim de manter uma comunidade onde  todos tenham direitos iguais. E enfim, colaborar para o funcionamento da democracia.