Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 16/05/2020

O surgimento da industrialização brasileira, no governo Vargas durante o século XX, contribuiu para a criação de grandes centros urbanos, fortemente ligado ao avanço tecnológico pós Segunda Guerra. Diante desse cenário, a modernização de cidades, como o Rio de Janeiro, teve como consequência a marginalização de grupos vulneráveis e a segregação social, a qual permanece enraizada até os dias atuais. Sendo assim, tal segregação é fruto de uma condição cultural, ou seja, costumes relacionados aos acontecimentos históricos e fatores econômicos.

Primeiramente, é importante destacar que as diferenças sociais no Brasil é baseada em processos históricos, sobretudo o colonialismo. De acordo com Sérgio Buarque de Holanda, em sua obra raízes do Brasil, as cidades coloniais eram instrumento de poder do colonizador sob o colonizado. Sendo assim, o domínio da terra e a exploração humana resultou em uma desigualdade cultural, a qual não foi reparada até os dias atuais. É evidente que a população afrodescendente sofre exclusão social, oriunda do racismo. Logo, o convívio e diálogo entre classes tornaram-se cada vez mais escasso.

Ademais, a valorização do solo é um contribuinte para a segregação social, pois em áreas mais caras ocorrem maior disponibilidade de serviços urbanos. De acordo com o filósofo Karl Marx, a infraestrutura é influenciada pela superestrutura, ou seja, o modo de vida social é baseado no modo de produção capitalista. Com o acúmulo de renda, o distanciamento entre as classes prejudica a democracia, visto que o rico e pobre consomem coisas diferentes. Sendo assim, não há uma união social e um bem comum.

Em destarte para que a população torne menos desigual e mais democrática são necessárias algumas medidas. O Governo Federal junto ao Ministério da Cidadania, órgão responsável por administrar meios culturais, deve criar um programa social “Mais Cultura”, em que estabeleça um conhecimento histórico sobre a origem da desigualdade, por meio de palestras em universidades e escolas, com o intuito de diminuir o preconceito social. Além disso, o Ministério da Fazenda deve direcionar verba, com o plano da Diretrizes Orçamentais, para aumentar a infraestrutura na periferia urbana. Feito isso, a democracia será concretizada.