Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 16/05/2020
No livro ‘‘Os Bruzundangas’’ o escrito brasileiro Lima Barreto satiriza uma nação fictícia, similar ao Brasil, que é marcada pela injustiça, segregação e desigualdade, cujo o nome, Bruzundanga, significa confusão. Analogamente, no tempos hodiernos segregação das classes sociais, aproxima novamente o Brasil da conjuntura descrita na obra do pré-modernista.É notório que esse revés é problematizado devido à dois fatores: a desigualdade em oportunidades e ao distanciamento afetivo a realidades distintas.
Primeiramente distinção separatista entre as camadas sociais é, o que Carlos Drummond Andrade definiria, como uma pedra no meio do caminho da igualdade de oportunidades entre os indivíduos . De acordo com o filósofo naturalista Jean-Jacques Rousseau o homem é produto de seu meio e, cada meio diferente -gerado pela segregação social- oferece oportunidades diferentes e desiguais. Pode-se observar no livro ‘‘O Cortiço’’, de Aluísio Azevedo, como a influência predestinada das classes sociais influência na vida das pessoas, como exemplo o comerciante rico Miranda -que conseguiu enriquecer mais- e da menina pobre chamada de ‘Pombinha’ -que teve que ganha seu dinheiro através da prostituição-.
Ademais é evidente que a segregação das classes sociais no Brasil é responsável pela falta de consciência de classe e empatia para com pessoas de situações financeiras distintas. Observa-se que segundo o filósofo grego Platão, no mito da caverna, algumas pessoas estão presos a uma realidade paralela -a caverna-, onde só enxergam parte da realidade -sobras-. Logo pode-se concluir que a segregação social cria uma bolha social onde cada classe só consegue enxergar sua própria realidade uma vez que gera o distanciamento entre as classes através, por exemplo, de áreas separadas para classes mais altas como: camarote, áreas vip, passagem para classe executiva, entre outras.
Faz-se premente portanto diligências para que a desigualdade não gere mais segregações sociais. Para solucionar o revés da falta de oportunidades iguais a Receita Federal deve destinar uma parcela maior do impostos a área do Governo Federal responsável por construções públicas para que esse possa melhorar o transporte público, as áreas de laser comunitárias, as escolas, o SUS (Sistema Único de Saúde) e todos , até os menos favorecidos possam ter os mesmos benefícios. Outrossim, para resolver o problema do distanciamento afetivo a realidades distintas. o Ministério da Educação deve investir em propagandas sobre conscientização de classe, intituladas ‘Brasil um país para todos’, para que todos tenham conhecimento das realidades distintas presentes no país. Assim, após tomadas essas medidas o Brasil se afastará, finalmente, da realidade de Bruzundanga e da segregação social.