Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 16/05/2020

No ano de 1948, na África do Sul, foi implantada uma política racial - o Apartheid - na qual, visavam segregar brancos e pretos, além de conceder poderes políticos, apenas, à minoria de pele clara. Não obstante da realidade hodierna, a segregação entre as classes sociais é uma celeuma ainda existente na sociedade, sobretudo a brasileira. Nesse sentido, vê-se que esses problemas estão diretamente ligados às raízes históricas, bem como a fragilidade democrática. Assim, serão analisados tais fatores a fim de que se possa reverter esse cenário social.

A princípio, é válido considerar que no decorrer da história humana sempre houve a separação entre as classes. Nesse viés, pode-se citar a escravidão como exemplo, assim como o período medieval e, com ele os termos “Servos e Senhores” designados aos pobres e ricos, respectivamente. Dessa forma, fica claro, portanto, que as causas dessas mazelas são extremamente profundas e com isso, difíceis de serem sanadas. Por consequência, ao passo que a história é construída, e essas questões não são resolvidas, a manutenção desse modelo de distanciamento entre as ordens são favoráveis e, não raro, as camadas mais pobres são, sempre, as mais prejudicadas.

Em segundo plano, é notória a fragilidade democrática, mormente no Brasil. Nesse ínterim, é necessário recordar, que a ideia de democracia, fora criada pela primeira vez, na Grécia Clássica, e apesar de significar “o poder do povo” era, apenas, uma pequena parcela, Aristocrata, que podia participar desse benefício. Logo, entende-se que na base desse conceito já era comum ver a segregação. Ademais, na modernidade, esse padrão de marginalização das classes menos abastadas se perdura, comumente, em eventos cotidianos, seja em estádios, shows e escolas, em que repetidas vezes os “ricos e pobres” estão inertes em seus grupos de costume. Isso por sua vez, contribui para a ascensão do abismo entre as camadas sociais.

Depreende-se, portanto, que são necessárias medidas que minorem o abismo social nas relações entre as classes. Para isso, a Escola – Instituição que promove a educação- deve ensinar aos petizes, desde a tenra idade, a importância de se relacionar com as pessoas, independente, das condições financeiras. Destarte, então, por meio de encontros escolares entre “particulares e públicas”, de preferência, uma vez no semestre, para que os menores compreendam o conceito de igualdade proposto na Constituição, além de serem valorizadas às relações e os benefícios que isso pode trazer em detrimento à situação econômica. Quiçá, assim, movimentos como o Apartheid façam parte somente do passado, lamentável, da humanidade.