Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 22/09/2021
Na música “O tempo não para” o poeta Cazuza, faz de certo modo, uma comparação do futuro com o passado, ao escrever a seguinte colocação, “Eu vejo o futuro repetir o passado”. De fato, ele não estava errado, pois a segregação das classes sociais no Brasil não é um problema recente desde a República Velha, um período histórico brasileiro marcado por diversas revoltas sociais. Da mesma forma, na atualidade, a problemática se estende causa não só pela má distribuição de renda presente no Brasil, mas também pelo processo de favelização.
Indubitavelmente, a questão da má distribuição de renda está entre as causas da segregação social no Brasil. Uma das revoltas sociais existentes no período da República Velha, é a Guerra do Contestado, que aconteceu devido à desapropriação de terra dos camponeses em detrimento dos coronéis. Consoante a Nicolau Maquiavel no livro “O Príncipe”, para se manter no poder, o governo deve operar tendo como objetivo o bem comum. Contudo, é perceptível que no Brasil, a má distribuição de renda contribui para o rompimento com essa paridade, visto que gera uma segregação social, favorecendo pessoas em detrimento de outras. Sendo assim, a dissolução desse cenário, é primordial, tendo em vista que, vai de encontro ao princípio da isonomia, no qual todos devem ser tratados igualmente.
Além disso, é incontestável também que o processo de favelização coopera para a existência da problemática. Por volta de 1760 com a Revolução Industrial e a consolidação do capitalismo, a sociedade foi divida em duas classes sociais, dos capitalistas denominados como proprietários de comércios e indústrias e dos trabalhadores denominados como operários. De certo modo, essa divisão foi responsável pela expansão do urbanismo e formação das favelas, gerando uma visível segregação social. De acordo com Martin Luther King, um ativista político, “A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo lugar”, a partir dessa afirmação percebe-se o quão importante é para uma nação manter a equidade social, a fim de manter também o controle e respeito.
Dessarte, não há dúvidas de que é necessário que seja tomada uma iniciativa para mudar a questão. Por isso, o Ministério da Cidadania, responsável pelo desenvolvimento social, deve elaborar programas de auxílios financeiros por meio da colaboração de grandes empresas para as camadas mais pobre da sociedade. Nesse sentido, a finalidade de tal medida é a equidade de renda entre as classes sociais, para que assim, todos possam obter as mesmas oportunidades.