Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 15/10/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos elaborada pela Organização das Nações Unidas prevê igualdade entre todos os indivíduos. Entretanto a crescente segregação das classes sociais no Brasil, não colabora com tal premissa. Esse cenário favorece a desigualdade entre os brasileiros e configura negligência por parte do Estado brasileiro.
Primordialmente, é notável a cultura brasileira de que serviços públicos são destinados aos menos abastados. Isso, pois o presente sucateamento de tais serviços impulsiona a busca por instituições privadas pelas classes mais altas da sociedade. Dessa forma, existe uma segregação da população em que só tem acesso à atendimentos de qualidade quem pode pagar por eles. Exemplificando, é de conhecimento geral o baixo desempenho educacional das escolas públicas brasileiras, onde grande parte da classe baixa estuda, assim, quem é privilegiado economicamente opta por escolas privadas que oferecem qualidade de ensino.
Essa situação causada por insuficiência governamental configura um ferimento dos direitos humanos definidos pela ONU. Além disso, considerando o ideal de contrato social do filósofo John Locke, que responsabiliza o Estado por garantir o bem-estar e a justiça ao seu povo, o governo brasileiro está em déficit com a população.
Dessa maneira, se faz necessária intervenção estatal para reverter tal problemática. Assim, cabe ao governo investir nos serviços públicos para que esses alcancem a qualidade das instituições privadas. O dinheiro público deve ser revertido em melhorias nos hospitais, escolas, transporte e outras necessidades do brasileiro. Igualando os serviços públicos e privados, a segregação entre as classes sociais não será tão expressiva quanto na atualidade. Com isso, o Brasil caminhará para cumprir seu papel no contrato social de Locke e garantir os direitos humanos de sua população.