Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 27/12/2021

Êxodo rural. Desigualdade social. Campanhas higienistas. Diversas são as causas da histórica segregação de classes no Brasil. O abandono e a privação dos direitos humanos básicos, representam alguns dos principais riscos a integridade da nossa sociedade. Esse fenômeno não deveria fazer parte de um país democrata, pois fere absurdamente o conceito de igualdade.

Feito de maneira desorganizada e acelerada, o êxodo rural promoveu a desigualdade social no espaço urbano em razão da quantidade de empregos e condições de moradias oferecidas. A dificuldade de absorver o quantitativo populacional, propiciou a formação de favelas e habitações irregulares. Além disso, uma outra causa é o “higienismo social” - política pública de afastamento dos indesejáveis da sociedade, como pobres, marginalizados e dependentes químicos, processo que ocorreu no século XIX no Brasil.

A democracia brasileira prega a igualdade e a partilha de uma vida comum entre os cidadãos. Entretanto, no momento em que as pessoas são separadas a partir de sua classe social, é evidente que os direitos não são os mesmos, criando uma barreira física entre ricos e pobres - a camarotização. Nesse sentido, o cotidiano das pessoas que habitam espaços menos favorecidos na cidade é marcado pela insegurança, violência, moradias precárias, falta de infraestrutura e acesso aos serviços básicos de lazer. Tal absurdo comprova a negligência estatal disseminada no país.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse problema. Cabe ao Ministério da Cidadania e ao da Economia, promover projetos que visam auxiliar pessoas em situação de vulnerabilidade econômica, como por exemplo, por meio da expansão do programa “Minha Casa Minha Vida”. Soluções coletivas e sustentáveis em detrimento das opções individuais, norteiam um caminho mais sapiente para a consecução de um país, de fato, mais próspero, desconstruindo barreiras da camarotização.