Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 04/01/2022

A “Belle Époque” foi um período no Brasil  em que a população negra foi expulsa do centro da cidade do Rio de Janeiro a fim de proporcionar um visual europeu à cidade. No entanto, ao invés de realmente resolver o problema da pobreza, essa foi apenas escondida nas margens da cidade. Essa fase da República brasileira é, entretanto, apenas um exemplo do que acontece em todas as cidades brasileiras de forma velada. O que ocorre pela inoperância do Estado no que se refere à pobreza que tem como maior consequência o aumento da desigualdade e condições precárias de vivência. Assim, é necessária a análise dessa problemática para que meios de resolução sejam elaborados e executados.

Em primeira instância, tem-se o Estado como agente que mantém a desigualdade no país. À exemplo disso, no século XX, o economista brasileiro Celso Furtado propôs o plano trienal ao governo brasileiro que visava o desenvolvimento regional, no entanto, não foi colocado em prática no Brasil, mas na União Europeia. Tal recusa  evidenciou a falta de interesse do governo brasileiro de tirar o país do subdesenvolvimento e da desigualdade. Isso porque, de acordo com o economista, o subdesenvolvimento é uma grande estratégia para manutenção de  poder. Desse modo, o ideal é que o governo mude sua visão limitante para que a desigualdade do Brasil seja minimizada e, consequentemente, se torne uma grande potência econômica.

Ademais, com a grande disparidade econômica dos Brasileiros, é esperado que pequena parcela usufrua de uma boa qualidade de vida e direitos grarantidos, enquanto a maior parte vive de forma precária e desumana. No filme “O poço”, prisioneiros são colocados em andares diferentes, em que o  primeiro andar recebe uma grande quantidade de alimento antes de passar pelos outros, no entanto, o primeiro grupo tenta acabar com tudo e sempre deixa o pior para os subsequentes. Esse filme, portanto, retrata a sociedade, a qual é totalmente segregacionada e injusta para grande parte da população. Assim, mecanismos que podem mudar essa realidade precisam ser colocados em prática para um país digno.

Diante disso, é de extrema importância que a segregação seja minimizada na sociedade brasileira, assim como suas consequências. Logo, é necessário que o governo federal invista mais na educação básica da população, por meio da liberação de verbas pelo MEC para a melhora do ensino e da infraestrutura das escolas públicas, além de tornar o profissional de ensino valorizado com o ajuste de salário. Assim, com os ajustes necessários para o aprimoramento da educação, o Estado estará agindo a favor da equidade social e, com isso, é esperado que, com uma educação de qualidade, a sociedade estará menos desigual.