Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 17/10/2022
Logo no início do século XIX, a vinda da família real portuguesa ao Brasil trouxe grandes mudanças quanto ao acesso da população a bens, negócios e cultura. Não obstante, na atualidade, observa-se uma presente segregação social no território brasileiro. Tal ocorrência pode ser justificada tanto pela ocupação espacial desigual quanto pelas desigualdades no ambiente trabalhista.
Em primeira análise, vale destacar o mau aproveitamento do território nacional. Uma vez que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 22% da população do Rio de Janeiro vive em amontoados urbanos – as favelas – devido a suas condições econômicas, é evidente que essa parcela da população não garante dos mesmos direitos habitacionais que aqueles com maior renda. A favelização, além disso, é caracterizada pela baixa infraestrutura das casas e do ambiente, com sistemas de esgoto, ruas e estruturas precários. Em contrapartida, a parte da população com maiores aquisições garante um fácil acesso aos seus direitos básicos, à educação, saúde, segurança.
A partir de um segundo viés, é notória a influência econômica dentro de tal problemática. Segundo a teoria de Karl Marx, economista e sociólogo alemão, toda a história da humanidade é carregada pelo setor econômico e seus bens de consumo. Não apenas, a sociedade se dividiria em classes conforme sua ocupação: os ricos e detentores dos meios de produção; e os proletariados e subjugados, que vendem sua mão de obra pelo mínimo para sobreviver. Sendo assim, tais ideias se associam com a realidade brasileira, visto que parte da população humilde não garante de pleno acesso ao mercado de subsistência nem de entretenimento.
Nesse contexto, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional, implementar, a partir de leis e projetos, uma melhora na infraestrutura de favelas e regiões com aglomerados urbanos, garantindo acesso à postos de saúde, escolas, saneamento básico e empregos dignos. A fim de diminuir as desigualdades e gerar inclusão entre as diferentes camadas socioeconômicas brasileiras. Dessa maneira, a população terá, enfim, pleno acesso aos bens de consumo, aos negócios e à cultura nacional.