Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 19/10/2022
A obra “Capitães da areia” de Jorge Amado, retrata a vida de crianças e adolescentes marginalizados, que vivem nas ruas de Salvador e são excluídos e inferiorizados pelas autoridades. Distante da literatura, esses problemas são uma realidade no Brasil, visto que, até o presente momento há uma propensão a ignorar indivíduos menos privilegiados, estimulando a distinção entre as classes sociais e a segregação sócio espacial, fazendo-se fundamental a formulação de providências para resolução de tal impasse.
De acordo com Karl Marx, o que define seu ser não é a consciência, mas sim, seu ser social que determina sua consciência, respaldando em tal afirmativa, é perceptível que a definição social coagida ao homem é apta para concretizar sobre ele um dever primordial na construção de seu caráter como cidadão.
Ademais, o decurso da segregação se avaria em detrimento da cultura do medo, que está estreitamente vigente nas mídias brasileiras. Sua implicação social está causando o episódio da “camarotização” e ampliando significativamente o número de condomínios privados, isolando socialmente e fisicamente as classes mais baixas.
Por conseguinte, constata-se que em primeira instância, as prefeituras de municípios brasileiros junto a ONG’s carecem de planificar projetos sociais que envolvam pessoas pobres e em áreas periféricas para apresentar as mesmas o quão significante é a sua cooperação na sociedade. Em segundo plano, os próprios indivíduos segregados têm de utilizar as redes sociais para fomentar sua cultura e seu cotidiano de modo que a sociedade como um todo veja a realidade e desvencilhe a criminalidade com classes sociais baixas.