Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 20/10/2022
O artista brasileiro Seu Jorge em sua canção “Problema Social”, declara “Se eu pudesse eu não seria um problema social”, seguidamente de duras críticas sociais e políticas ao seu país. À vista disso, a segregação das classes sociais, há tempos, é existente no Brasil, seja em virtude do difícil acesso aos bens, serviços e à cidadania, como também, o descaso governamental, enquanto regime democrático.
Sob esse viés, compreende-se como um empecilho: a falta de melhores oportunidades de vida para o segmento populacional mais pobre. O cantor Erasmo Carlos, em sua obra musical “Pega na mentira”, ironiza “Vi papai Noel numa favela”. Nesta perspectiva, a classe mais rica vive, trabalha e consome de lugares e serviços que indivíduos com baixa aquisição econômica julgam como inviáveis, posto que, enfrentam precárias possibilidades ao decorrer da vida, tal como, não obter um presente de natal.
Ademais, é conveniente destacar a negligência estatal em seu viés democrático que pretende conciliar a vida de todos os cidadãos. Segundo o grupo jornalístico Gaúcha ZH, a prefeitura de Porto Alegre restringiu o passe livre em transportes públicos no dia eleitoral do ano de 2022. Partindo deste pressuposto, sentenças como esta evidenciam que o Estado falha na aplicação de direitos essenciais, como o direito ao voto em grandes metrópoles que salientam as disparidades sociais.
Por fim, caminhos devem ser elucidados para lidar com a problemática no Brasil.
Desse modo, cabe ao Estado desenvolver projetos que aproximem o cidadão de baixa renda aos serviços culturais e esportivos através de democratização do cinema, teatros e arenas esportivas. Além de sempre facilitar processos que constituem a cidadania, como em ocasiões eleitorais e acadêmicas para pessoas com origem econômica deficitária, por meio de cotas financeiras e gratuidade em procedimentos dados por direito pela constituição do Brasil, a fim de reparar a lacuna social e existencial entre o rico e o pobre. Somente assim, será possível que pensamentos como de Seu Jorge não ocupem as mentes dos brasileiros e que a nação avance a favor da inclusão social plena das categorias marginalizadas.