Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 21/10/2022

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, os indivíduos são iguais em dignidade e direitos. No entanto, tal premissa não é verificada na realidade brasileira, uma vez que, devido as mudanças trazidas pela globalização, as quais são pautadas no individualismo e consumismo, ocorreu uma certa camarotização da sociedade, trazendo como consequência, a segregação das classes sociais no Brasil. Com isso, emerge um problema sério, em virtude da elitização e do individualismo.

Nesse contexto, em primeiro plano, é preciso atentar para a desigualdade social presente na questão. A “isonomia” é a garantia de oportunidades iguais, mesmo em condições diferentes. No entanto, a realidade é pouco isonômica na questão da segregação das classes sociais no Brasil, visto que pessoas que possuem um poder aquisitivo baixo em nossa sociedade, não têm acesso às mesmas oportunidades que os cidadãos com um poder de compra maior possuem, ocasionando assim, a camarotização da vida social. Assim percebe-se a urgência de proporcionar oportunidades para esse grupo.

Além disso, outro fator influenciador é a falta de empatia. Durkheim afirma que “nosso egoísmo é produto da sociedade”. Tal cultura individualista influi sobre o comportamento das pessoas no que concerne ao afastamento de classes sociais no Brasil, visto que os indivíduos concebem sua rede de afinidades com outras pessoas de pensamentos e realidades parecidas, tendo-as como verdades absolutas, afastando-se do cotidiano dos demais cidadãos. Assim, reverter o individualismo a nível social é essencial para dissolver esse problema.

Portanto, faz-se necessária uma intervenção. Para isso, o Governo Federal deve criar uma agenda econômica mais democrática, por meio da destinação de recursos para grupos excluídos, a fim de reverter a desigualdade social que se instala na segregação de classes sociais no Brasil. Tal ação pode, ainda, ser divulgada na mídia para que a população tome conhecimento. Paralelamente, é preciso intervir sobre o individualismo presente no problema.