Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 02/07/2024

Em um país no qual a desigualdade social cresce a cada dia, destaca-se a segregação das classes sociais. No século XX, os estádios eram lugares inclusivos, onde executivos empresariais e operários sentavam ao mesmo lado. Nos dias de hoje, é possível escolher assentos privilegiados conforme sua renda, aumentando a distinção entre as pessooas presentes no local. Nesse viés, ressalta-se a negligência governamental em melhorar a inclusão no país, além da divisão de classes sociais.

O sonho de muitas crianças é assistir seu time de coração em um estádio, algo que não é da realidade de todo o público infantil presente no país. Na conjuntura hodierna, há cada vez mais locais sofrendo da “camarotização”, causando ainda mais a distinção entre os ricos e pobres, oferencendo espetáculos à preços que não são acessíveis à todos.

Entretanto, conforme a Constituição Federal de 1988, a República Federativa do Brasil tem como objetivo erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais. O que não ocorre de fato, já que ao autorizar preços elevados, impossibilitam o acesso de pessoas de baixa renda em locais “camarotizados”. Vale ressaltar também a diferença entre o acesso à hospitais públicos e privados, no qual pessoas com menos dinheiro costumam receber atendimento inferior á pessoas que podem pagar por consultas particulares.

Portanto, é necessário que o governo tome medidas cabíveis, como o monitoramento de ingressos de locais que devem ter acesso a toda a população, além de investimentos em hospitais públicos, para que dessa forma, diminua a segregação social do Brasil, cumprindo o que diz o Art. 3 da constituição Federal de 1988.