Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 02/07/2024
No livro Vidas Secas de Glaciliano Ramos é retratado a jornada de uma família do sertão que passa por diversas dificuldades e exclusão por serem de uma classe social vulnerável, assim como no livro a segregação dos cidadãos brasileiros de classes médias e baixas vem sendo cada vez mais real, impedindo que essas pessoas tenham acesso a lugares de convívio comum.
Um fenômeno agregado ao capitalismo é a “camarotização” ou seja é a separação física entre classes sociais, excluindo os cidadãos que pagam os mesmos impostos muitas vezes trabalham o dobro por um sálario mínimo de terem acessibilidade a serviços melhores, perdendo o ideal da Constituição federal que prevê a disposição de que “todos são iguais perante a lei” e que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, portanto sendo importante que as pessoas de diferentes classes sociais compartilhem da mesma vida comum.
Neste viés, esse fenômeno é cada vez mais natural em nossa sociedade os serviços públicos que são direitos de todos começam a se tornar apenas para aqueles que não podem pagar por algo melhor, desvalorizando bens comuns e por consequência diminuindo a qualidade das atividades prestadas pelos órgãos públicos aumentando a segregação e o preconceito pelas pessoas em situação de vulnerabilidade.
Com isso, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, órgão responsável pelas políticas nacionais de desenvolvimento social, de segurança alimentar e nutricional, de assistência social e de renda de cidadania no país, implementaria políticas públicas que visassem a participação das minorias em lugares de maior afluência das classes previlegiadas, investindo em ambientes públicos de qualidade para um maior convivio comum, diminuindo a segregação de classes sociais no Brasil e garantindo o direito de lazer dos cidadãos.