Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 29/06/2024
No filme O Som ao Redor, é retratada a realidade social segregativa no Brasil, evidenciando a discriminação que afeta 68% da população do país. Com efeito, lamentavelmente, essa circunstância representa a realidade de muitos brasileiros, que são afetados pela segregação espacial, além do apartheid social brasileiro. Por conseguinte, é notável efetivar ações para mudar este cenário.
A princípio, é importante destacar a segregação espacial. Segundo um estudo de economistas do projeto Salud Urbana em America Latina (Salurbal), cerca de 26% dos brasileiros precisariam ser realocados para obter-se uma distribuição espacial mais justa entre pessoas de baixa e alta renda. Em outras palavras, essa segregação refere-se a diferentes grupos sociais que utilizam serviços distintos e que possuem níveis de oportunidades desiguais.
Outrossim, cabe ressaltar o apartheid social. Desde a época colonial, o Brasil sempre foi dividido em classes sociais, como senhores de engenho, trabalhadores assalariados e escravos. Dados da Scientific Electronic Library Online (Scielo) informam que as cidades de Recife, Belo Horizonte e Salvador sofrem com disparidades sociais. Sem dúvida, essas desigualdades afetam na oportunidade de acesso à educação, emprego e renda.
Depreende-se, portanto, que, para amenizar a segregação das classes sociais no Brasil, cabe ao Governo brasileiro solucionar ambas as problemáticas. Com relação à segregação espacial, é necessário investir em planejamentos urbanos que promovam a integração entre diferentes classes sociais por meio de políticas de urbanização, o que inclui o acesso a espaços públicos a todos. Visando extinguir o apartheid social, é essencial fazer uma redistribuição de renda através de políticas fiscais que objetivam diminuir a desigualdade de renda entre as classes sociais. Com essas medidas em prática, haverá uma sociedade com as mesmas oportunidades de saúde, educação e moradia.