Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 02/07/2024

O Apartheid, regime originado da África do Sul durante a metade do século XX, buscava promover privilégios para a população branca no país, enquanto excluía outras classes sociais, como negros, indígenas e outros grupos. A norma se mante-ve de pé por 46 anos e é considerado um evento segregacionista até os dias atuais. Nesse viés, torna-se essencial analisar as semelhanças de tal regulamento com a realidade brasileira, bem como a forma em que os grupos prejudicadas são afeta-dos com esse afastamento social.

Diante desse cenário, vê-se que a diminuição de etnias e comunidades pode ser frequente até mesmo em áreas subdesenvolvidas. De acordo com uma pesquisa do IBGE lançada em 2022, cerca de 35% dos negros e pardos viviam com menos de 500 reais, sendo praticamente o dobro da taxa de brancos que vivem da mesma forma. Pensando no fato de negros e pardos representarem dois terços da popu-lação brasileira, é possível avaliar a situação como controvérsia, visto que todas as classes socais deveriam ser incluídas e valorizadas de maneira igualitária, ideia que claramente não está sendo encaixada de maneira correta no Brasil.

Outrossim, é importante relevar a forma em que esses grupos rebaixados pela sociedade são afetados. De acordo com um relato de uma moradora de Caju, loca-lizado no Rio de Janeiro, é confessado que a mulher mora em uma comunidade violenta e tem medo que os policiais invadam sua casa, vejam seu filho e pensem que o rapaz roubou esse dinheiro. A partir de sua fala, pode-se interpretar que de-terminadas classes sociais são afastadas da sociedade de maneira doentia, criando estereótipos negativos sobre tais. Esses pensamentos são preconceituosos, e po-dem causar na invisibilidade de diversas comunidades, possibilidade que demons-tra ter se autoconfirmado atualmente.

Após a análise das problemáticas, entende-se que a segregação social é algo co-mum no Brasil. Assim, é dever do Ministério da Educação fortalecer seus projetos equalitários de forma a valorizar comunidades atacadas. Tais projetos podem ser feitos tanto pela Internet, como pelas escolas. Assim, a inclusão social poderá ser mais aceitável, fazendo com que determinados grupos étnicos tenham o mínimo de credibilidade no país.