Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 24/06/2024
“O som ao redor” é um filme de Recife que retrata uma realidade social marcada pela segregação, que, conforme a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, afeta mais de 68% da população brasileira. Essa discriminação contra a população mais pobre é similar ao Apartheid na África do Sul, onde lojas e condomínios são criados para as classes mais ricas, chegando a expulsar pessoas que parecem ser de camadas sociais mais baixas.
Albert Einstein, em seu livro “Como Vejo o Mundo”, explica que devido à forte influência preconceituosa das pessoas ricas, os indivíduos com menores condições financeiras acabam sendo vistos como inferiores. Esse controle é visível, por exemplo, nos shoppings. Estes estabelecimentos e suas lojas são planejados para atender clientes das classes A e B, tratando com desdém e intolerância os demais. Um exemplo disso é o caso da psicóloga Edinalva Borges no shopping BH, onde, por estar vestida de forma simples, foi mal atendida pela vendedora e pela gerente de uma loja, recebendo olhares rudes e comentários discriminatórios.
Além disso, a democratização dos espaços urbanos é ausente. Nas regiões consideradas nobres, as áreas de lazer, como parques e praças, são mais protegidas, melhor estruturadas e mais seguras do que em outras áreas. Essa falha governamental é separatista e equivocada, violando os direitos sociais dos cidadãos garantidos pela Constituição brasileira.
É crucial, portanto, que os órgãos competentes tomem medidas para incluir essas pessoas. O Governo deve reestruturar e fornecer segurança nas áreas de lazer, além de aumentar o número de parques públicos em regiões mais carentes. A população, por sua vez, precisa combater qualquer ato de discriminação, denunciando e exigindo seus direitos. Dessa forma, essa segregação social poderá ser gradualmente eliminada.