Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 01/07/2024
Desde a abolição da escravatura, em 1888, a segregação socioespacial começou a aparecer no Brasil. Especialmente no século XX, a industrialização gerou intensas modificações nos centros urbanos brasileiros e uma série de problemas foram gerados em decorrência dessa situação.
De um lado, o aumento da riqueza. De outro, o crescimento das necessidades, inclusive básicas, e da negligência do acesso aos direitos fundamentais. Na prática, a segregação é derivada da desigualdade social. Afinal, enquanto uns moram em apartamentos luxuosos, outros vivem em condições de vulnerabilidade, com pouca ou nenhuma dignidade.
É o que retrata a famosa foto de Tuca Vieira, que mostra a comunidade de Paraisópolis ao lado de um edifício de luxo no Morumbi. Apesar de ser apenas um exemplo, demonstra o que acontece em todo o Brasil em diferentes cidades e estados.
De modo geral, a segregação leva à marginalização de indivíduos e grupos sociais, fracionando o espaço de um município em diferentes partes. Cada uma delas tem suas especificidades, umas são valorizadas, enquanto outras sofrem com a ausência de acesso aos direitos fundamentais.
Vale a pena ressaltar que a segregação socioespacial é um dos principais problemas sociais urbanos. A situação ainda começa na abolição da escravatura, quando os negros começaram a ocupar os morros por serem libertos sem aplicação de nenhum projeto social e/ou de inclusão. Sendo assim, não tinham para onde ir.
É preciso portanto, que a sociedade civil se organize e exija o cumprimento de seus direitos. Isso significa que governo, organizações e pessoas precisam trabalhar juntas para revisitar a oferta de serviços públicos e incluir quem está excluído.
Fica evidente a necessidade de reimaginar a oferta de serviços,incluir os excluídos e por fim viabilizar a mudança. Isso é feito por financiamentos e subsídios, com alocação dos recursos inovadores. Outra transformação é gerir o território urbano com transparência e planejamento espacial integrado. Ainda há a necessidade de criar alinhamentos e coalizões entre governança e instituições.