Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 26/06/2024
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a segregação das classes sociais no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto à pobreza, quanto do status social que o cidadão possui. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Em primeiro lugar, para ampliar o conhecimento acerca desse assunto, ressalta-se o sistema democrático inserido no Brasil, o qual garante aos indivíduos o direito de convivência e compartilhamento de uma vida comum. Todavia, o cenário social encontrado é totalmente contraditório, a qual as favelas representam uma exemplificação de tal, demonstrando que as pessoas de baixa renda são marginalizadas e segregadas, residindo em áreas mais afastadas dos centros econômicos e de baixa infraestrutura (falta de saneamento básico, coleta de lixo e postos de saúde), por não apresentarem um padrão financeiro equivalente aos demais.
Desse modo, a separação das classes causa o preconceito e gradualmente vem tornando a sociedade arrogante com relação ao próximo. Os indivíduos não querem conviver entre si, entretanto, é em meio as pessoas que aprende-se a respeitar. Além do mais, na década de 60, membros das diferentes camadas sociais frequentavam as mesmas escolas e nestes ambientes aconteciam trocas de experiências, levando eles a respeitarem as diferenças.
É de extrema importância, portanto, que haja uma ação dos órgãos competentes para a inclusão dessas pessoas. Assim, o Governo Federal deverá reestruturar e disponibilizar da segurança nas áreas de lazer, além de aumentar os parques públicos em regiões mais carentes. A população, por sua vez, terá que lutar contra qualquer ato disruptivo que houver a acontecer, denunciando e exigindo seus direitos. Com isso, essa segregação aos poucos desaparecerá.