Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 02/07/2024
No filme “Jogos Vorazes”, retrata a história de um distrito que vivia sobre o comando da capital, ao decorrer do filme é notório a miséria que os moradores do distrito 12 passam, em contraposição, as pessoas que moram na capital possuem muitas riquezas, chegando até a tomar remédios para vomitar e comer mais. Embora ficcional, pode-se estabelecer um paralelo entre a obra audiovisual e a realidade brasileira, uma vez que é constante a luta da classe baixa em relação ao seu lugar na sociedade. Dessa forma, essa vicissitude tem como origem inegável a falta de empatia.
É imperativo analisar, de início, a carência de empatia na sociedade contemporânea e como um dos fatores que validam a persistência da problemática. Acerca disso, Zygmunt Bauman expressa que, em tempos de
modernidade líquida, as relações se formam com rapidez e inconstância e, consequentemente, o descaso com o próximo se torna ordinário. Nessa lógica, devido à prioridade individual afetar diretamente a cooperação e assistência social, o mínimo engajamento da população na conscientização das desigualdades das classes sociais prejudica a diminuição no número de casos e gera a banalização desse drama humano. Logo, é inaceitável que a volatilidade impacte os individuos de modo a desorganizar as esferas da vida social como o amor ao próximo.
Sob essa perspectiva, é válido destacar como o Estado reduz a classe trabalhadora, sendo um dos principais motivadores da problemática. Nesse viés, o geógrafo, escritor, cientista, jornalista, advogado e professor universitário brasileiro, Milton Santos consta que “existem apenas duas classes sociais, a dos que não comem e a dos que não dormem com medo da revolução dos que não comem.”. No entanto, observa-se que substancial parcela da população testemunha a escassez de recursos básicos, enquanto uma minoria privilegiada desfruta de luxos e privilégios excessivos.
Em vista dos fatos elencados, é dever do Governo Federal, reconhecer a importância da solidariedade, a implementação de políticas inclusivas como a conscientização coletiva, assim mitigar a segregação das classes sociais.