Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 01/07/2024
Na série “Expresso do Amanhã”, inspirada na visão distópica do futuro, as classes sociais estão rigidamente segregadas dentro do trem que representa a última esperança da humanidade após um desastre global. Fora da obra, é fato que para a realidade brasileira revela um cenário complexo, a segregação das classes sociais se tornou uma realidade arraigada, desafiando qualquer tentativa de alcançar uma harmonia social plena.
Inicialmente, é válido reconhecer como a segregação das classes sociais no Brasil é uma ocorrência atual. Isso, infelizmente, é uma consequência direta da estrutura histórica de desigualdade, visto que ao longo de nossa história, as camadas mais vulneráveis foram sistematicamente marginalizadas e privadas de oportunidades. De acordo com a escritora francesa Simone de Beauvoir, observa-se que vivemos numa realidade onde o senso comum, baseado na observação repetida, cria estereótipos através do conhecimento popular. Paralelamente, percebe-se que o indivíduo, inserido nesse panorama, tende a estereotipar a segregação das classes sociais no Brasil como um fenômeno corriqueiro e trivial, negligenciando sua complexidade e profundidade histórica.
Além disso, nota-se uma significativa segregação das classes sociais, visto que ela persiste em moldar estruturas econômicas e sociais desfavoráveis para os menos privilegiados. Nesse sentido, segundo a “Atitude Blasé”, termo do sociólogo alemão Georg Simmel, o sujeito passa a agir com indiferença em meio às situações que ele deveria dar atenção. Nesse raciocínio, entende-se que, ao analisar a permanência da segregação das classes sociais no Brasil, o ser humano inclina a adotar essa “Atitude”, tornando-se passivo e inerte com a problemática.
Portanto, a fim de mitigar os efeitos legados da segregação das classes sociais no Brasil, o governo deve implementar políticas públicas de inclusão e igualdade, que visem reduzir as desigualdades socioeconômicas, proporcionando acesso equitativo a serviços básicos como saúde, educação, moradia e emprego. Desse modo, será possível estourar a bolha e, felizmente, e construir um espaço mais justo e igualitário.