Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 01/07/2024
A alteridade é o exercício de se colocar no lugar do outro, e o perceber como uma pessoa singular e subjetiva. Desse modo, percebe-se que na questão da segregação das classes sociais no Brasil falta a aplicação desse conceito por parte dos poderes públicos, o que provoca inúmeros problemas à coletividade. Assim, é imperioso o debate disso, com foco em educação inclusiva e políticas habitacionais igualitárias.
Inicialmente, urge salientar que a relação casuística da adversidade se dá pela negligência governamental. Sobre isso, o filósofo Thomas Hobbes, dentro da obra “O Leviatã”, afirma que é função do Estado, a partir do Contrato Social, a imposição da ordem e das garantias naturais ao indivíduo. No entanto, esse mesmo ente provoca a segregação das classes sociais no Brasil a partir do momento em que ele não efetiva o direito à moradia digna. Com isso, a cidadania é colocada em um plano imaginário e o óbice persiste.
Outrossim, torna-se imprescindível referenciar Séneca, grande filósofo do Império Romano, que, uma vez afirmou: “Não estudamos para a vida, mas para a escola.” Todavia, quando se adentra a realidade hodierna, as escolas, uma das principais ferramentas de formação de opinião, perpetuam as desigualdades sociais ao não oferecerem uma educação de qualidade e igualitária para todas as classes sociais, o que resulta em um ciclo contínuo de exclusão e falta de oportunidades para as classes menos favorecidas. Dessa forma, as crianças se tornam adultos desfamiliarizados com a segregação das classes sociais no Brasil.
Destarte, fica evidente que são fundamentais a criação de alternativas para amenizar o impasse citado. Para isso, os Interlocutores da informação, como noticiários televisivos e canais da imprensa em outras plataformas, devem promover a relevância sobre a inclusão social e a igualdade de oportunidades, por meio de vídeos e debates com especialistas na área. Isso com a finalidade de educar a população sobre a importância de políticas inclusivas e a necessidade de combate às desigualdades sociais. Logo, a segregação das classes sociais no Brasil será intermediada no século XXI.