Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 02/07/2024

Definida como a separação de classes, promovendo a perda do contato entre grupos de pessoas distintas, seja por renda, raça ou religião, a segregação social se faz presente no Brasil. Esse fenômeno é reflexo da desigualdade social existente no país, gerando diversas consequências para a população. Logo, torna-se essencial adotar medidas para alterar esse cenário.

Em primeiro lugar, para ampliar o conhecimento sobre esse assunto, ressalta-se o motivo da ocorrência da segregação socioespacial, que divide diferentes classes. Devido aos distintos preços existentes nos centros urbanos e periferias, as pessoas com maiores rendas possuem condições de habitar em locais com maior planejamento e melhor acesso às áreas econômicas, enquanto as de menores rendas optam por moradias à margem das cidades. Dessa forma, é perceptível que o acesso a todos os benefícios concedidos pelas metrópoles é restrito a parte da população.

Em segundo plano, é importante relatar o sistema democrático inserido no Brasil, que garante aos indivíduos o direito de conviverem e compartilharem uma vida em comum. No entanto, o cenário encontrado é totalmente contraditório, podendo ser exemplificado na separação existente entre os cidadãos que utilizam os serviços públicos e os que usam os privados. Esse fato pode ser explicado, em muitos casos, pela menor qualidade dos serviços prestados pelo Estado, levando à crença de que os serviços comunitários são destinados às pessoas mais pobres.

Portanto, é de extrema relevância que ocorram ações para reverter esse quadro. É responsabilidade do governo promover melhorias nos serviços públicos, como escolas, hospitais e áreas de lazer, para que todos os cidadãos optem pelos serviços do Estado. Além disso, deve-se conceder às famílias de baixa renda condições de conquistarem moradias em locais perto dos centros metropolitanos, levando ao fim da divisão e segregação de classes, possibilitando a convivência entre todos.