Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 02/07/2024
Para Aristóteles, “a base da sociedade é a justiça”. Entretanto, não é possível observar uma reação interventiva na segregação das classes sociais no Brasil, tendo em vista que a sociedade enfrenta uma série de desafios para atender a essa demanda. Nesse contexto, torna-se evidente a exclusão social, bem como a desigualdade racial.
De acordo com o sociólogo Jessé Souza, “a elite brasileira sempre procurou justificar suas práticas de exclusão e hierarquização através de discursos que naturalizar a desigualdade”. Este argumento nos leva a refletir sobre como o acesso à educação, saúde e moradia de qualidade é restrito a uma parcela privilegiada da população, enquanto a maioria permanece marginalizada. Além disso, a urbanização acelerada e desordenada resultou na formação de bairros segregados, onde as classes menos favorecidas são confinadas a áreas periféricas com infraestrutura precária.
Ademais, a questão racial é indissociável dessa discussão. Conforme destaca a historiadora Lilia Schwarcz, “o racismo estrutural no Brasil perpetua a segregação socioeconômica, uma vez que a população negra é a mais afetada pela pobreza e falta de oportunidades”. Este ponto evidencia como a segregação social no Brasil não é apenas uma questão de classe, mas também de raça, intensificando as barreiras enfrentadas por determinados grupos.
Portanto, será necessária uma intervenção. Para isso, o Ministério da Educação, órgão responsável por explorar a capacidade física e psíquica de crianças e jovens, deverá desenvolver campanhas de conscientização a fim de revestir a exclusão social. Tal ação ainda poderá ser divulgada por influenciadores digitais com o objetivo de erradicar a segregação das classes sociais no Brasil. Em conjunto, deve ainda intervir sobre a desigualdade racial, por meio de sites e veículos de mídia. Dessa forma, a igualdade possa ser considerada, como cita Aristóteles.