Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 01/07/2024
A vinda da corte portuguesa ao Brasil, no limiar do século XIX, trouxe um novo estilo de vida repleto de requintes e de luxo. Não obstante,apenas eles próprios e detentores de títulos tiveram acesso à sofisticação. A partir desse panorama, a sociedade brasileira, bastante atormentada pelas mazelas da escravidão, viu-se novamente segregada entre classes sociais. De tal maneira, infere-se que a separação de estamentos gera distinções em uma sociedade como a brasileira, essencialmente mestiça.
Logo, é importante ressaltar que, segundo Karl Marx, a sociedade é condicionada pelo seu modo de produção. Desse modo, no capitalismo, as relações são postas entre a classe dominante e a dominada. No entanto, revela uma crescente noção de diferenciação em detrimento da premissa de igualdade, essa vital à democracia. Assim irrompe a desigualdade socioeconômica, a qual é um problema crônico ao Brasil.
Como consequência, essa realidade propicia o desenvolvimento de discrepâncias entre os espaços urbanos. Tal fenômeno da ‘‘camarotização’’, ou seja, a segmentação física entre classes sociais, é encontrado no ensino brasileiro. As escolas as quais têm boa qualidade de ensino, geralmente as privadas, ficam predominantes àqueles que possuem condições para pagá-las. Em contrapartida, as escolas públicas por não terem tal vantagem, não possuem muitos alunos ricos.
Logo,ao Governo Federal cabe compor mecanismos que atenuem os contrastes sociais. A educação é um desses mecanismos, pois ela unifica e dá oportunidades a todos. Porém, o Estado tem de implantar o ensino em período integral e incluir crianças na rede de ensino de modo que possuam condições adequadas de aprendizado. A partir disso,a população aprenderá a conviver uma vida comum sem distinções.