Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 25/06/2024
De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos os brasileiros têm direito à igualdade e à justiça social. No entanto, esta realidade está distante de sua plena concretização, uma vez que a segregação das classes sociais no Brasil persiste de forma alarmante. Nesse sentido, é fundamental investigar as razões do entrave a partir da negligência estatal e da inerte ação social.
De início, é essencial entender que o poder público é responsável pela manutenção do entrave. Assim sendo, conforme a obra “O Cidadão de Papel”, do renomado jornalista e intelectual brasileiro Gilberto Dimenstein, os direitos são garantidos apenas na teoria, enquanto, na prática, a população mais vulnerável é negligenciada. Tal constatação se faz muito coerente na realidade brasileira, uma vez que as políticas públicas de inclusão social são frequentemente insuficientes e ineficazes, pois carecem de recursos e de uma implementação adequada. Desse modo, é emergencial que o Estado promova ações no combate ao dilema.
Além disso, observa-se que a configuração de uma sociedade inerte também catalisa este hostil cenário. Nesse viés, infelizmente, o que se observa é um ambiente em que muitos se distanciam egoisticamente e pouco contribuem, fazendo com que o problema persista, porque a elite econômica e social frequentemente se isola em bolhas de privilégio, alheias às dificuldades enfrentadas pelas classes mais baixas. Dessarte, é nítido que, sem uma conscientização coletiva, pouco será alterado para a mudança do quadro.
Portanto, comprova-se que a segregação das classes sociais no Brasil é uma grande chaga a muitos brasileiros. Assim sendo, para uma reversão do dilema, cabe ao Poder Executivo, órgão máximo responsável pelas ações efetivas na garantia do bem-estar coletivo, ampliar e fortalecer programas de inclusão social, por meio da contribuição direta dos ministérios responsáveis, a fim de reduzir as desigualdades e promover uma distribuição mais justa dos recursos. Ademais, a sociedade civil organizada deve fomentar a educação e a conscientização social para que a população se engaje ativamente na luta contra a segregação
promovendo ações coletivas que visem à equidade. Destarte, em médio prazo, será
possível garantia de dignidade a todos.