Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 01/07/2024
Na obra “Utopia”, do escritor e filósofo britânico Thomas More, é retratada uma sociedade ideal, na qual se caracteriza pela ausência de conflitos e dificuldades. Todavia, o que o autor prega não se assemelha à realidade contemporânea, uma vez que ainda há uma forte segregação social no Brasil. Desse modo, faz-se necessário discutir as mazelas, tais como a desigualdade social e a negligência governamental. Tais fatores revelam uma realidade extremamente preocupante para o desenvolvimento do país.
De antemão, deve-se ressaltar que a desigualdade social é um dos principais entraves dessa problemática. Segundo o político alemão Konrad Adenauer, os indivíduos não vivem sob o mesmo horizonte, apesar de todos nascerem sob o mesmo céu. Hodiernamente, isso pode ser observado quando, devido à diferença de condições financeiras, a população é separada em ambientes para os mais ou menos favorecidos financeiramente, como: áreas nobres e favelas; classe executiva e classe econômica em viagens; camarote e pista em shows. Nessa perspectiva, esse imbróglio, sem dúvidas, precisa ser superado com urgência.
Outrossim, a negligência governamental impacta diretamente na resolução desse problema. Nesse viés, faz-se oportuno citar o livro “Leviatã”, do teórico político Thomas Hobbes, o qual afirma a obrigatoriedade do Estado em fornecer os recursos necessários para o progresso da comunidade. Entretanto, o governo falha ao investir em propriedades públicas, deixando claro a separação social quando comparado com ambientes privados. Logo, percebe-se que tal estorvo afeta a desenvoltura do corpo social.
Diante do exposto, nota-se que é indispensável que esses empecilhos sejam solucionados imediatamente. Portanto, cabe ao governo federal, a fim de diminuir a segregação social e a discrepância entre ambientes públicos e privados, investir no bem comum dos cidadãos, por meio de melhorias em áreas públicas, como locais de lazer, escolas e unidades de saúde, de modo que interesse à população na totalidade, independente da classe. Somente assim construir-se-á um país mais próximo do cenário utópico proposto por Thomas More.