Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 29/06/2024

A obra ‘‘Utopia’’, do inglês Thomas More, retrata uma sociedade perfeita, a qual padroniza-se pela ausência de conflitos. Entretanto, hodiernamente, o país está longe de viver uma comunhão divina, uma vez que a segregação das classes sociais no Brasil mantém-se como imbróglio nesse cenário de iniquidade. Esse panorama plangente ocorre, não só em razão dos tempos coloniais, mas também devido à estrutura social contemporânea. Tais fatos refletem uma realidade preocupante.

Nesse contexto, é importante ressaltar que a pouca importância dada à temática é impulsionada pelos tempos coloniais. Dessarte, o período colonial no Brasil durou quase 400 anos e formou grande parte da elite brasileira. Dessa forma, desde o período colonial, o Brasil foi marcado por uma estratificação social baseada em raça, classe e posição econômica que se perpetua e reflete até os dias atuais. Logo, percebe-se que tal imbróglio dificulta o desenvolvimento do país.

Outrossim, deve-se denunciar a estrutura social contemporânea como causa desse revés. Desse modo, no período da história republicana do Brasil ocorreu a reurbanização do Rio de Janeiro, onde ocorria um embelezamento da cidade, proporcionando a expulsão de boa parte da população pobre e trabalhadora da região central da capital do Brasil. Concernente a isso, evidencia-se que esse legado histórico no Brasil hodierno gerou a segregação urbana, contribuindo para a formação de áreas onde predominam problemas como violência, falta de serviços públicos adequados e baixa qualidade de vida. Sob essa ótica, é imprescindível a resolução dessa mazela.

Diante do exposto, para diminuir a segregação das classes no Brasil, medidas devem ser tomadas. Para isso, cabe ao Governo Federal, órgão responsável pela gestão política nacional, criar políticas públicas que promovam uma distribuição mais equitativa de recursos, incentivos para o desenvolvimento econômico inclusivo e uma reforma urbana que promova a integração e a melhoria das condições de vida nas áreas desfavorecidas. Assim sendo, faz-se necessário que tal ação seja feita por intermédio da mídia, com o intuito de desenvolver campanhas públicas que promovam a igualdade social, a fim de valorizar a diversidade e combater estereótipos e preconceitos.