Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 30/06/2024
A obra “Utopia”, do inglês Thomas More, retrata uma sociedade perfeita, tendo em vista que a população padroniza-se pela ausência de conflitos. Entretanto, hodiernamente, o país está longe de viver uma comunidade sublime, uma vez que há a segregação das classes sociais no Brasil. Portanto, faz-se necessária a análise dos principais fatores que contribuem para este cenário calamitoso: a negligência governamental e a desigualdade social.
Paralelamente a isso, percebe-se que o descaso estatal possui íntima relação com a problemática. Nessa ótica, segundo o filósofo John Locke, o Estado é responsável pelo bem-estar coletivo. No entanto, verifica-se que a afirmação do autor não se aplica na realidade atual, visto que devido ao processo de modernização das cidades, muitas pessoas, principalmente negros, não tinham acesso à educação, empregos formais ou moradia em áreas centrais das cidades, promovendo o fenômeno denominado favelização, que colaborou para a segregação de classes sociais no Brasil. Desse modo, é imprescindível a reformulação da postura estatal.
Outrossim, a desigualdade social é um fator agravante no que tange ao problema. Nesse contexto, conforme o geógrafo Milton Santos, existem apenas duas classes sociais, a dos que não comem e a dos que não dormem, com medo da revolução dos que não comem. Sob esse viés, essa afirmação do autor se torna verídica quando o racismo estrutural, causado pelo descaso estatal e a pobreza fortalecem as diferente classes sociais. Sendo assim, muitas pessoas não têm acesso a serviços públicos básicos, à educação de qualidade e à assistência médica sem ser o Sistema Único de Saúde (SUS), colaborando para a segregação de classes sociais no Brasil. Logo, torna-se fundamental a reversão desse quadro.
Diante do exposto, medidas devem ser tomadas para amenizar a problemática. Nesse sentido, compete ao Governo Federal investir em infraestrutura, saúde básica e educação de qualidade, principalmente em comunidades carentes, e o poder legislativo fiscalizar esses investimentos, a fim de diminuir a desigualdade social e garantir que todos tenham acesso a serviços básicos. Em suma, essas devidas ações tomadas contribuem para extinguir a segregação de classes sociais no Brasil.