Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 02/07/2024

O filme “Que Horas Ela Volta”, de 2015, retrata a história da protagonista Val, que trabalha como empregada na casa de seus patrões e sofre diariamente com um processo de exclusão pela dona da casa. Similarmente, fora da ficção a realidade do Brasil hodiernamente não se mostra muito distante da tratada no filme, com uma alta parcela dos brasileiros sofrendo constantemente com a segregação de classes sociais. Nesse sentido é essencial se discutir como a negligência governamental e o descasso da sociedade com a problemática agravam esses cenários.

Primeiramente, é importante analisar como a inércia por parte do Estado possui forte ligação com a questão. Nesse contexto, é importante citar a construção de um muro, na cidade do Rio de Janeiro, durante as Olímpiadas de 2016, que tinha como principal objetivo esconder as favelas. Sob esse viés, percebe-se um aumento de leis, que em vez de buscarem uma solução para o problemas, acaba criando uma distinção ainda maior. Logo, é imprescindível que hajam mudanças nessa administração.

Ademais, a indiferença por parte do corpo social, contribui para um agravamento desse quadro. Nessa vertente, o caso de Luana Barbosa, mulher, negra e de baixas condições financeiras que foi assassinada por PMs, em Ribeirão Preto, São Paulo, é um exemplo dessa problemática. Desse modo, muitas pessoas sofrem violência, em razão do seu poder aquisitivo ser considerado baixo. Portanto, se torna visível que a omissão por parte da sociedade, intensifica o problema.

Diante do exposto, é indispensável que medidas sejam tomadas para que se possa amenizar o impacto desses empecilhos. Para isso, o Poder legislativo deve criar leis que busquem incluir essas pessoas na sociedade, a fim de diminuir a sua ineficiência. Além disso, o Ministério da Educação, deve por meio de grandes escolas, criar palestras e oficicinas educativas. Feito isso, a segregação de classes sociais diminuiria em todo o país.