Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 01/07/2024

“O progresso roda constantemente sobre duas engrenagens. Faz andar uma coisa esmagando sempre alguém.” A declaração realizada pelo romancista e poeta francês Victor Hugo, ao ser analisada sob atual conjura do país, permite-nos refletir sobre como a segregação das classes sociais representa grave problema no tecido social brasileiro. Nesse sentido, medidas devem ser tomadas para combater não apenas a desigualdade social, mas também a discriminação e preconceito social, visto que esses são os principais elementos relacionados com a problemática.

Diante desse cenário, o feudalismo estabelecido no século V ao século XV foi um modelo social econômico que era baseado em camadas sociais que distinguiam a sociedade pelos privilégios que possuíam, os servos eram considerados pobres e tinham o dever de servir os senhores feudais que por sua vez detinham o maior poder aquisitivo e social. Dessa forma, as desigualdades sociais discriminam aqueles com menores privilégios, visto que possuem menos oportunidades em relação a camada superior. Dessa maneira, o contexto histórico do sistema feudal traz uma reflexão de que a utilização do dinheiro é voltada apenas para uma forma de sobrevivência, que traz consequências e gera a precariedade e má qualidade de vida a camada mais pobre.

A esse respeito, fica claro que os brasileiros estão incluídos no conceito de “Cidadãos de papel” de Gilberto Dimenstein, pois toda estrutura social fica em desvantagem sem usufruir dos seus direitos. Nesse caso, nota-se que a segregação das classes que foi estabelecida no Brasil há séculos perpetua até os dias atuais, o que causa propositalmente a exclusão social e um aumento da descriminalização e preconceito com os menores a fortunados, trazendo uma visão marginalizada dos mesmos.

Conclui-se que, medidas devem ser tomadas para extinguir a segregação das classes sociais no Brasil. Nesse sentido, o Governo Federal- órgão responsável por gerir as políticas do país-, deve impor leis severas que sejam em prol acerca da temática, por meio da elaboração de políticas públicas que resultam na legitimidade estatal. Essa iniciativa terá a finalidade de romper a inércia estatal e de garantir que o tratamento digno deixe de ser, em breve, uma utopia no Brasil.