Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 30/06/2024
O impacto da desigualdade social causada pelas segregação das classes sociais
A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - assegura os direitos e o bem-estar da população. Entretanto, quando se observa a deficiência de medidas na luta contra a segregação das classes sociais no Brasil, verifica-se que esse preceito é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido à falta de oportunidade de emprego para as classes sociais consideradas inferiores, mas também à discriminação de classes sociais marginalizadas diante desse quadro alarmante.
Em primeiro plano, é importante ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a desigualdade de oportunidades trabalhistas. Sob a perspectiva do filósofo São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática, todos os indivíduos são dignos e têm a mesma importância, além dos direitos e deveres que devem ser garantidos pelo Estado, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, muitos trabalhadores das classes sociais mais baixas continuam a enfrentar dificuldades significativas para acessar empregos dignos e bem remunerados, o que perpetua a desigualdade econômica e social. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a desigualdade de renda no Brasil ainda é uma das mais altas do mundo, refletindo uma histórica marginalização das classes sociais mais pobres, responsável por reforçar estereótipos e preconceitos que dificultam a mobilidade social. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Por fim, é essencial a atuação estatal e social para que tais obstáculos sejam superados. Assim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em programas de qualificação profissional, através de cursos técnicos e profissionalizantes gratuitos, uma vez que a educação e a qualificação são fundamentais para a inserção no mercado de trabalho, com o objetivo de promover a igualdade de oportunidades. Dessa forma, o preceito constitucional será solidificado no Brasil