Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 02/07/2024

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, diz em seu artigo 5, o direito de se desenvolver com igualdade e justiça como inerente a todo cidadão brasileiro. Portanto, tal prerrogativa não tem se reverbado com ênfase na prática quando se observa a segregação das classes sociais no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a enorme diferença social. Nesse sentido, o governo muitas das vezes só pensam no próprio querer e se aproveitam, alienando essas pessoas de uma renda mais baixa, deixando elas serem dependentes do governo e não correndo atrás o suficiente para uma renda melhor. Essa conjuntura, segundo as idéias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação e um emprego digno, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é importante apontar que no mercado de trabalho, a segregação se manifesta através dos salários discrepantes entre diferentes grupos sociais. A discriminação racial e de classe também desempenha um papel significativo na dificuldade de acesso de menoridades étnicas e grupos sociais marginalizados a empregos dignos e oportunidades de ascensão profissional, como impulsionador da desigualdade no Brasil. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de que o governo adote medidas que promova uma sociedade mais justa e igualitária. Trazendo a inclusão econônica, que criem oportunidades de empregos dignos e desenvolvimento local em regiões marginalizadas, e combatendo também a discriminação racial, de gênero e de classe. A fim de que todos tenham uma vida e um cotidiano mais democrático e igualitário.