Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil
Enviada em 23/10/2025
Na série norte americana ‘‘13 razões do porque’’, é retratado as estigmatizações relacionadas ao suicídio e as doenças psicológicas. No Brasil, embora existam campanhas que abordam o tema, é notória a presença de dificuldades para a conscietização do problema. Dessa forma, o preconceito estabelecido sob transtornos mentais e a falta de suporte as vítimas impossibilitam a resolução do tópico e o invisibiliza. Portanto, torna-se necessária a superação das dificuldades pelos órgãos responsáveis, em prol de um maior entendimento e prevenção ao suicídio.
Em primeiro plano, as ideias impostas sob doentes mentais tem raízes históricas que formam o atual preconceito. Na série ‘‘Shameless’’, constroí-se um ambiente hóstil em que vive Ian, um jovem diagnosticado com transtorno bipolar, o mesmo sofre com a discriminação nos ambientes sociais em que resulta em seu isolamento e piora do quadro psicológico. Infelizmente, cenas como essa não se resumem as telas, e durante séculos por diversas razões como morais , religiosas e culturais, o suicídio foi considerado um ‘pecado egoísta’, e assim ainda há medo e vergonha em debater sobre o tópico abertamente, que é considerado um probelma de saúde pública.
No Brasil, 12.000 pessoas se suicidam por ano e entre 50% a 60% delas não teriam buscado por apoio psicológico até 8 meses antes do ato, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Com base nisso, o silenciamento mostra-se uma consequência da estigmatização aplicada diante as vitímas e comprova as dificuldades presentes no país de tratar o assunto.
Em suma, é imprescindível que o Ministério da Saúde, em parceria com instituições de ensino, busque promover campanhas educativas eficazes sobre saúde mental por meio de divulgações interativas nas redes sobre o tema, com o objetivo de incentivar o diálogo claro e desmistificar o suicídio. Dessa forma, o fortalecimento da rede de apoio irá construir uma sociedade empática e acolhedora.