Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil
Enviada em 27/09/2024
A Constituição Federal de 1988 garante direitos fundamentais para todos os cidadãos brasileiros, entre eles o acesso à saúde, visando a prevenção, diagnótisco e tratamentos das doenças. Contudo, infelizmente, essa não é a realidade observa-da quando é feito um recorte sobre doenças mentais que levam à um aumento no número de casos de suícidio. Nesse contexto, o estigma e preconceito em relação a doenças de cunho psicologico e a falta de acesso aos tratamentos psquiátricos são os principais desafios para a prevenção do sucídio no Brasil.
Nesse viés, vale analisar o preconceito com doenças mentais e como isso afeta principalmente a população masculina. Segundo reportagem no Jornal da USP, os estigmas criados em torno das doenças mentais, como ser “fraqueza” ou “falta de Deus”, dificultam a procura por diagnóstico e posterior tratamento, pois as pessoas tem vergonha de procurar ajuda. Sob tal ótica, os homens tem uma expectativa de vida sete anos menor, como mostra pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geo-grafia e Estatística) pelo fato dos mesmos irem menos ao médico, somado a isso a taxa de suicídio entre homens é três vezes maior à das mulheres. Dessa forma, o preconceito orindo a doenças mentais somado a baixo cuidado com a saúde pelos homens, faz aumentar o número de pessoas que tiram a própria vida.
Além disso, existe a falta de acesso ao tratamento psiquiátrico. De acordo com o Censo Escolar 2022, a porcentagem de psicólogos nas escolas brasileiras não che-ga a taxa de 1%. Nessa perspectiva, crianças se tornam adultos sem considerar a importância de cuidar da saúde mental e sem acesso às informações que os levam a tratamentos mais complexos em unidades especializadas na área. Logo, o fato de não ter aproximação com o tema e as possibilidades de tratamento, afasta a popu-lação de uma cura e os aproxima do suicídio, pois não é visto outro caminho de resolução aos seus sentimentos.
Fica evidente, portanto, os desafios para conscientização sobre a prevenção ao suicídio. Então, urge que o Ministério da Saúde, em conjunto as secretarias estadu-ais, realizem campanhas informativas durante todo o ano e aumentem o número de profissionais nas escolas e unidades de saúde, visando ampliar o número de tratamentos psiquiátricos. Para que assim, os casos de suicídios diminuam.