Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil
Enviada em 13/09/2024
Saúde, de acordo com a Organização Mundial da Sáude (OMS), é o estado de completo bem-estar físico e mental de um indivíduo. Entretanto, no Brasil, esse estado, principalmente o mental, não é alcançado por muitas pessoas, que acabam por cometerem suicídio. Esse fim imposto à própria vida deve ser evitado a todo custo através da conscientização social, que, no entando, enfrenta muitos desafios, como a falta de atendimento psicológico e muitos mitos ainda presentes na sociedade, algo que deve ser urgentemente revisto visando salvar vidas.
Em primeira análise, a dificuldade no acesso à saúde mental é um grande problema relacionado à conscientização social no combate ao suicídio. Em termos gerais, 1 em cada 4 pessoas no Brasil vive em famílias com restrição no acesso à saúde, de acordo com dados de 2023 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Essa situação é mais complicada quando o tema é saúde mental, pois ela está ainda mais restrita à população como um todo, dificultando o tratamento de doenças, como depressão e ansiedade, e, consequentemente, dificultando a conscientização quanto à prevenção ao suicídio no Brasil.
Além disso, muitos mitos sobre o tema ainda persistem na sociedade brasileira contemporânea. Por exemplo, a ideia de que a depressão não é uma doença é algo que está no imaginário de muitas pssoas e que contribui para o não tratamento da mesma, aumentando ainda mais os riscos de suicídio de quem sofre com tal problema. Contudo, segundo a OMS, a depressão será a doença que mais matará, seja direta ou indiretamente, até o ano de 2050, e os casos de suicídio estão incluídos nessa conta, pois grande parte são provenientes da negligência quanto à essa doença, incluindo por parte da própria família.
Portanto, faz-se necessário que o Estado, em conjunto com Organizações Não Governamentais, amplie as campanhas de conscientização quanto ao combate ao suicídio no Brasil. Isso pode ser feito por meio de palestras nas escolas, visando alertar os adolescentes, e por meio da ampla divulgação de vídeos e textos informativos nas redes sociais, principal forma de comunicação da atualidade. Assim, será possível enfrentar os desafios da conscientização social na prevenção ao suicídio e salvar milhares de vidas, garantindo saúde nos moldes da OMS.