Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil

Enviada em 14/09/2024

O auto extermínio é um assunto delicado, que acomete a sociedade desde seus primórdios. Entretanto, no contexto contemporâneo, muitos fatores vinculados a tecnologia e aos novos comportamentos, tem levado indivíduos de várias idades e classes sociais à sua prática.

Isto é, com a popularização das redes sociais, as interações humanas vem se reduzindo a mensagens de texto e vídeos. Ou seja, estar presente fisicamente não é mais uma necessidade absoluta, fato que intensifica a liquidez das relações, assunto evidenciado nas obras do importante sociólogo Zygmunt Bauman.

Deste modo, é cada vez mais comum, distúrbios psicológicos entre os jovens, que estão expostos a este mundo virtual desde o início da vida. Como exemplo, pode-se evidenciar a depressão como um dos maiores efeitos desse afastamento afetivo entre os indivíduos; uma doença silenciosa que se aproveita da falta do convívio familiar e da troca de vivências humanas para agravar sintomas como a baixa autoestima, sensação de impotência e incapacidade diante às utopias que as redes sociais oferecem.

Visto isso, em pesquisa recente, a OMS indicou que uma a cada cem mortes registradas no Brasil, é proveniente de suicídio, sendo que aproximadamente 36% das causas estão vinculadas a depressão. Ademais, o diagnóstico tardio destes distúrbios, é um fator cruscial que ainda muito negligenciado, contribui para a não diminuição destes casos no País; e embora existam campanhas de conscientização como, o Setembro Amarelo, a sociedade ainda tem muito a aprender.

Sendo assim, é de extrema importância que as escolas e a comunidade abranjam o tema do suicídio com mais afinco. É necessário alertar para os perigos do isolamento social e criar programas de incentivo a convivência, bem como palestras e grupos de ajuda e terapia a todos. Deste modo, será possível promover maior interação entre os indivíduos e impulsionar o compartilhamento de experiências, prevenindo a depressão e consequentemente o suicídio.