Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil

Enviada em 15/09/2024

O filme “Coringa” retrata, de forma verossímil, a realidade individualista da sociedade que valoriza o individual em detrimento do coletivo, ao qual potencializa a manutenção do suicídio no cotidiano. Dessa forma, pode-se apontar a falta de empatia social e a invisibilidade do problema, como principais pontos que corroboram os desafios para mitigar o suicídio no Brasil.

Por conseguinte, vale ressaltar o conceito “Banalidade do Mal” da filósofa Hannah Arendt que expõe a maldade e a falta de empatia social como agentes comuns nas relações cotidianas. Logo, esse conceito demonstra uma sociedade em que os cidadãos não se preocupam com o bem estar dos que estão a sua volta, potencializando a hostilidade em um mundo individualista, ao qual favorece a manutenção das taxas de suicídio no Brasil.

Por outro lado, nesse mesmo contexto, o pouco enfoque do problema nas discussões sociais que permeia a sociedade, tanto no meio digital quanto presencialmente no dia a dia, favorece para que minimize as possibilidades de encontrar conscientização popular na prevenção e na solução, para não se perpetuar as taxas de suicídio. Desse modo, favorecendo a invisibilidade do problema, ao qual se faz necessário que o problema saia dos bastidores e seja o ator principal para que o entrave seja tratado com seriedade e eficiência, como apontado pela filósofa Simone de Beauvoir no seu conceito “Invisibilidade Social”.

Ao se analisar a problemática, urge, portanto, medidas a serem tomadas. Assim, cabe ao Ministério da Educação, que tem como função promover melhor qualidade de vida à população, com o governo, criar grupos de discussão com enfoque na conscientização popular contra o suicídio e na importância de desenvolver uma sociedade mais humana, com o objetivo de mitigar ao máximo o problema, por meio de mais investimento nas ações governamentais para alcançar o máximo de público possível.