Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil

Enviada em 16/09/2024

Aldous Huxley defende: “Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. Tal perspectiva é verificada nos desafios para conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil no setembro amarelo, já que as taxas de suicídio crescem de forma exponencial desde à pandemia em 2020. Nesse contexto, nota-se a configuração de um complexo problema, que se enraíza no bullying presente nas escolas e na inoperância estatal.

Nesse cenário, em primeiro plano, é precisa focar no bullying praticado nas escolas do nosso país. Assim, de acordo com o seriado da Netflix “Os treze porquês” a personagem principal comete suicídio e deixa fitas explicando como o bullying escolar levo-a a cometer tal ato contra si. Ademais, a realidade citada a na série é muito comum entre crianças e adolescentes no meio escolar no nosso país, como xingamento, agressões físicas e psicológicas que levam a um estado depreciativa na vitima que se encontra fragilizada com a situação e não tem maturidade para lidar com o problema. E as campanhas do setembro não chegam na raiz do problema em questão, que é o bullying.

Em paralelo a inoperância governamental perpetua os desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio e na pouca adesão do setembro Amarelo. Conforme estabelecido na Constituição de 1988: “Todos os brasileiros têm direito a moradia, saúde pública, qualidade escolar e qualidade de vida”. Porém, tais direitos não são assegurados de maneira proveitosa, uma vez que muitos brasileiros não conseguem o devido acesso a ele, levando uma insatisfação que agrava-se em uma depressão e consequentemente ao suicídio. Além disso, as campanhas do setembro, que são resumidas em cartazes e propagandas não auxiliam nos verdadeiros problemas como os citados acima, dificultando a sua resolução.

Portanto, é evidente que medidas precisam ser tomadas para a resolução da problemática. Para isso, o Governo federal, como instância máxima do poder executivo, deve elaborar um plano de contingência juntamente com a Secretaria de Direitos Humanos. Por meio de uma ação que crie campanhas do setembro amarelo afim de entregar a qualidade de vida proposta na constituição.