Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil
Enviada em 17/09/2024
“A Casa no Mar Cerúleo”, de T. J. Klune, é uma obra que aborda a temática do amparo a pessoas em situação de fragilização. Analogamente, no Brasil atual, há a necessidade de conscientização quanto à prevenção do suicídio, mal recorrente na nação. Tal revés perdura pela invisibilidade do tema e pela omissão estatal.
Nesse contexto, é notório que o autoextermínio é um tema pouco falado. Acerca disso, Djalma Ribeiro afirma que é necessário reconhecer a importância de um tema para que soluções possam ser aplicadas, o que não ocorre no Brasil, uma vez que a prevenção ao suicídio pouco repercute nas escolas e nas universidades. Sob esse viés, uma mentalidade popular marcada pela estigmatização de doenças mentais, como depressão e bipolaridade, principal causa desse tipo de morte de acordo com a Superinteressante, perdura no país. Dessa forma, os tratamentos das patologias psicológicas continuam a ser negligenciados pela falta de engajamento da sociedade, que continua sem prevenções dessa hostilidade.
Ademais, a falta de iniciativa estatal para lidar com o problema dificulta sua superação. Referente a isso, Michel Focault afirma que é papel governamental a garantia do bem-estar de todos os cidadãos, o que inclui sua integridade física e saúde psicológica. Todavia, a felicidade dos brasileiros, decorrente de uma mente saudável - direito assegurado também pela Constituição de 1988 - não está entre as prioridades da esfera administrativa, uma vez que 90% da população não tem acesso a médicos de qualidade, de acordo com a BBC Brasil. Assim, sem recursos e sem amparo, a maior parte da população não encontra meios de curar dos males da psique, que podem levar à autodestruição.
Portanto, urge a necessidade de ação estatal. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação conscientizar a população acerca da prevenção do suicídio por meio de palestras nos diferentes níveis de escolaridade. Tais palestras devem contar com a participação de psiquiatras e psicólogos de destaque e focar na desconstrução de tabus e promoção do autocuidado. Desse modo, as principais causas de suicídio serão combatidas e essa realidade nefasta do país se transformará à luz do conhecimento.