Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil
Enviada em 17/09/2024
A Constituição Federal (CF) assegura direitos fundamentais à vida digna de seus cidadãos. Porém, os desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil e suas consequências, como a desestruturação das famílias vítimas do suicídio, interferem no sistema harmônico do Estado brasileiro. Dessa forma, para mediar a conjuntura, é imprescindível enunciar os pilares da adversidade: o fator social e a ineficácia governamental.
Diante desse cenário, é preciso explorar o quesito sociocultural e da suas implicaçõesna temática. Assim, de acordo com Pierre Bourdieu, “não há democracia efetiva sem um verdadeiro crítico”. Sob tal perspectiva, no Brasil, a passividade na reflexão crítica do brasileiro sobre os impactos reais do suicídio destoa do progresso bourdieuseano e, com efeito, forma cidadãos sem interesse em resolver a matriz do imbróglio. Pois, a falta de informação sobre a problemática do suicídio impede o tecido social de agir para combater esse cenário. Consequen- temente, essa ausência de autocritica funciona como base para a intensificação do aumento dos casos suicídas, fato que viola, novamente, a CF. Destarte, analisar criticamente as relações sociais de um povo é essencial para dirimir o revés.
Ademais, convém destacar as falhas estatais. A esse respeito, John Rawls, na teoria do Pacto Social, enfatizou o Estado como mantenedor do bem-estar coletivo. Contudo, os impactos da não conscientização popular sobre maneiras de prevenir o suicídio contrastam com a tese do autor, uma vez que o governo do Brasil parece não se preocupar com o enredo, tendo em vista os casos de suicídio ainda serem um problema nacional devido a falta de informação sobre os modos de defesa contra este impasse. Com isso, é inadmissível a inoperância das esferas de poder no que tange à mitigação do viés.
Portanto, entende-se que a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio é obstáculo intrínseco de raízes culturais e governamentais. Logo, o Ministério das Comunicações, por intermédio da coparticipação de programas midiáticos, deve discutir e elucidar o assunto, com o objetivo de mostrar as principais sequelas do problema e, de forma detalhada, esse órgão vai convidar médicos psiquiátras para apresentar uma visão crítica e orientar os espectadores.