Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil
Enviada em 19/09/2024
O documento de maior importância para a nação brasileira, a Constituição Federal de 1988, prediz em seus artigos, os direitos sociais básicos, como o direito à saúde a todo cidadão brasileiro. Apesar dessa prerrogativa, sua aplicação prática enfrenta desafios significativos em relação à conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil, o que dificulta a efetivação e universalização desse importante direito social. Diante disso, torna-se imprescindível examinar a omissão governamental e as doenças mentais como fatores que propiciam esse cenário.
Em uma análise inicial, é importante destacar a falta de ações governamentais para enfrentar suicídio no Brasil. Desse modo, essa problemática propagou -se pela sociedade, desencadeando uma série de adversidades que agravam o contexto social, como a diminuição populacional e o surgimento de traumas na sociedade. Esse contexto, segundo as ideias do filósofo inglês John Locke, caracteriza- se como uma infração ao “contrato social”, uma vez que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos usufruam de direitos inescusáveis, como a saúde, o que, lamentavelmente, é evidente no país.
Ademais, é primordial apontar a falta de informação sobre transtornos mentais no Brasil como impulsionador do suicídio na sociedade. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada uma hora, 2 pessoas cometem suicídio em território nacional aproximadamente. Diante do exposto, percebe-se que a desinformação da sociedade a respeito de doenças mentais provoca o preconceito e a invisibilidade das pessoas com essa patologia e, por consequência, o crescente número de casos de suicídio no país. Assim, é inaceitável que tal situação continue a se perpetuar.
Depreende-se, assim, a urgência de superar esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado e os veículos de comunicação, por meio de incentivos financeiros e campanhas informativas, instruam a sociedade sobre o tema e promovam a produção de conteúdos relevantes, visando formar cidadãos mais conscientes e mitigar o problema. Dessa forma, uma sociedade mais informada se consolidará, na qual o Estado cumpre adequadamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.