Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil

Enviada em 18/09/2024

A falta de consciêntizção sobre prevenção ao suicídio no Brasil resulta de um sistema de desigualdades que marginaliza parte da população, negando-lhes acesso a direitos básicos. Esse problema, invisível para muitos, se manifesta com um número crescente de suicídios, perpetuando tal ato. Assim, é crucial entender as causas dessa desprevenção e propor soluções eficazes para esse impasse social.

Em primeiro lugar, a ineficácia do Estado em previnir o suicídio é evidente, pois, o filósofo Nicolau Maquiavel já argumentava que o governante prioriza a manutenção do poder, muitas vezes em detrimento do bem comum. No Brasil, políticas públicas que promovem a prevenção ao suicídio não recebem a atenção necessária, pois não garantem resultados políticos imediatos. Isso mantém milhões de brasileiros em situações de vulnerabilidade.

Ademais, a passividade social agrava o problema. Hannan Arendt, ao discutir a “Banalidade do Mal”, afirma que a indiferença diante de injustiças permitem que elas se perpetuem. Visto que, no contexto brasileiro, a depressão é frequentemente ingnorada pela sociedade, que a vê como um problema banal, contribuindo para a sua normalização.

Portanto, para combater essa taxa crescente de suicídios, é essêncial que o governo crie campanhas de prevenção por meio de palestras, para conscientizar a população sobre as consequências da depressão, mobilizando a sociedade a engajar ativamente na luta contra o suicídio. Apenas com esforços conjuntos será possível reverter esse cenário e garantir uma sociedade mais justa.