Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil
Enviada em 18/09/2024
A falta de conscientização sobre a prevenção ao suicídio no Brasil reflete um sistema de desigualdades que marginaliza parte da população, negando-lhes acesso a direitos básicos, como a saúde mental. Invisível para muitos, esse problema se manifesta no crescente número de suicídios, o que evidencia a necessidade de ações efetivas. Portanto, é fundamental entender as causas dessa desprevenção e propor soluções viáveis para esse impasse social.
A ineficiência do Estado na prevenção ao suicídio é evidente. Nicolau Maquiavel já argumentava que o governante prioriza a manutenção do poder, muitas vezes em detrimento do bem comum. No Brasil, essa lógica se reflete na falta de investimentos em políticas públicas para a saúde mental. Dados do Ministério da Saúde indicam mais de 14 mil suicídios em 2020, resultado da insuficiência de iniciativas, como o fortalecimento dos CAPS, que deixam milhões de brasileiros sem suporte.
Além disso, a indiferença da sociedade agrava o problema. Hannah Arendt, em sua teoria da “Banalidade do Mal”, explica que a passividade diante de injustiças as perpetua. No Brasil, a depressão é muitas vezes tratada como fraqueza, o que contribui para a banalização da doença. Segundo a OMS, mais de 11,5 milhões de brasileiros sofrem de depressão, mas o tema ainda é subestimado.
Para reverter esse quadro, o governo, em parceria com a sociedade, deve promover campanhas permanentes de conscientização. Tais ações devem incluir palestras em escolas e comunidades, além da ampliação do CVV e da capacitação de profissionais para identificar sinais de risco. Assim, será possível reduzir as taxas de suicídio e garantir melhor cuidado à saúde mental da população.