Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil

Enviada em 21/09/2024

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país prevê

em seu artigo 6° o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto,tal.prerrogativa não tem se reverberando com ênfase na prática quando se observa os desafios presentes no combate ao suicídio entre os jovens brasileiros, dificultando,deste modo,a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva faz-se necessária a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em um primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o aumento do número de casos de suicídio entre os jovens no Brasil em decorrência do tratamento romanticamente idealizado que a cultura popular dá a esse fenômeno. Essa conjuntura,segundo as ideias só filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir aos cidadãos direitos indispensáveis,como a saúde,o que é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar o grande número de influenciadores digitais tratando de temas sensíveis,como a depressão e o próprio suicídio de forma irresponsável e inconsequente,como impulsionador do número crescente de suicídios entre os jovens em decorrência do tratamento idealizado que esses temas recebem nas mídias sociais. No século XIX,milhares de jovens alemães cometeram suicídio após a leitura do livro “Os sofrimentos do jovem Werther” ,do escritor Johan W. Von Goethe,em que o protagonista, buscando uma solução para seus problemas pessoais decide cometer suicídio. Tal exposto mostra o quanto a cultura popular influencia esse tipo de comportamento. Logo é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Dessa forma, entende-se a necessidade de combater esses obstáculos.Para isso , é imprescindível que os Poderes Público e Privado ,por intermédio de campanhas e programas, atuem na conscientização das pessoas . Assim ,se consolidará uma sociedade mais saudável e compreensiva,em que o Estado cumpra corretamente seu “Contrato Social” tal como afirma John Locke.