Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil
Enviada em 23/09/2024
Após a adoção da Constituição Federal, promulgada em 1988, tornou-se concretude para o indivíduo o direito à vida. No Brasil, entretanto, os desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio, interfere negativamente no cumprimento das prerrogativas asseguradas em tese. Dessa forma, faz-se necessária a análise das causas e consequências dessa problemática.
" A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos". A frase da filósofa alemã Hannah Arendt, que elucida a necessidade do cumprimento dos direitos cívis e políticos, implementados após a Revolução Francesa, não coincide com a realidade brasileira. O descaso quanto a abordagem da importância da saúde mental, nos meios de ensino, é um exemplo desse cenário. Tal fato vem explicitado por pesquisas expostas pelo G1, em 2022, apontando o aumento nos casos de ansiedade e depressão em alunos no período do pós-pandemia.
Fiocruz alerta para o aumento da taxa de suicídio entre criança e jovem. A manchete exposta pelo site Agência Brasil em fevereiro deste ano, aponta para as consequências vivenciadas no nosso país, devido a negligência voltada para a pauta da saúde mental na sociedade. O pouco direcionamento em escolas, a falta de escuta especializada e apoio de pais e professores a esses indivíduos, são questões que agravam ainda mais essa situação.
Dessa forma, vê-se necessária a adoção de medidas de intervenção nesse cenário. A implementação de atendimentos com psicólogos nas escolas, mediado pelo Ministério de Educação, seria medida plausível de interferência nessa problemática. Além disso, a elaboração de portais de escutas online, por grupos de apoio ligados a esse público, para tentar aliviar os conflitos internos dessas pessoas por meio da conversa, também pode ser considerada uma medida contundente de intervençao. Buscando, desse modo, afetar positivamente na mudança de cenário.