Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil

Enviada em 29/09/2024

A série de televisão “13 Reasons Why” retrata os motivos que levaram uma jovem a cometer suicídio, como abuso, estrupo, assédio, bullying e problemas nos relacionamentos afetivos. Analogamente, na contemporâneidade, muitos jovens acabam recorrendo ao suicídio como uma forma desesperada de pôr fim ao sofrimento, o que evidência um grande problema de saúde pública. Portanto, abordar as falhas no sistema de saúde, além das consequências geradas as famílias, é essencial para promover soluções efetivas para essa problemática.

Inicialmente, é primordial apontar a ineficiência de alguns setores públicos em relação ao suicídio no Brasil. Assim como no serieado, Hannah Baker chega a recorrer a sua escola para pedir ajuda, mas não é levada a sério, evidenciando a negligência da instituição em casos de saúde mental. No contexto real, isso não é diferente. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 80% das pessoas que cometem suicídio demonstram sinais de alerta ou pedem ajuda, o que revela falhas no sistema de saúde e educação, que muitas vezes não agem de forma efetiva ao oferecer suporte adequado a essas pessoas.

Outro ponto importante é dar notoriedade as consequências geradas para as

famílias das vítimas que cometem suicídio. Isso porque o suicídio desencadeia sentimentos de culpa e dor nas pessoas próximas à vítima, podendo levar a sintomas de depressão e, em casos extremos, ao suicídio dessas pessoas. Além disso, embora existam políticas públicas para prevenir o suicídio, como a campanha do Setembro Amarelo, não há nenhuma específica para apoiar as famílias das vítimas, o que perpetua a probabilidade de novos casos.

Em suma, é de extrema impotância a ação do governo para promover soluções remediadoras ao suicídio. Atravéz de treinamentos específicos para profissionais da saúde e educação, o Estado estará proporcionando uma rede de apoio mais efetiva para as pessoas que buscam ajuda, evitando a negligência profissional em casos de saúde mental. Ademais, a implementação de políticas públicas que visam oferecer assistência às famílias das vítimas é essencial para a prevenção de novos casos. Dessa forma, com a atuação eficaz dos profissionais e criação de programas de apoio às famílias, o país estará caminhando para um futuro mais solidário.