Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil
Enviada em 24/10/2024
A música “Jocelyn Flores”, do cantor XXXTENTACION, conta a história de uma menina que não não conseguiu vencer a depressão e acabou recorrendo ao súicido como última e derradeira alternativa. Os versos do rapper não se limitam ao âmbito artístico, mas configuram um reflexo da triste realidade enfrentada por muitas pessoas, cujo a saúde mental é negligenciada por conta do estado, e da falta de informações a respeito do assunto.
Nesse sentido, vale salientar que a desinformação na sociedade brasileira é determinante para a manutenção desse cenário caótico. Segundo a psicóloga scavacini, karen, “O suicídio é um fenômeno complexo que constitui um grave problema de saúde pública, mobilizando estudos e programas de prevenção pelo mundo, sendo muitas vezes tratado como tabu pela sociedade” sob essa perspectiva é notoriamente é necessario contruir a ideia de que não é um problema falar sobre tal assunto, assim então clareando a visão que a sociedade pode ter a respeito de tal questão. Logo, reverter esses pensamentos arcaicos e preconceituosos é de suma importância.
Outrossim, a ineficiência da máquina pública é também um fator que fomenta a perpetuação desse quadro alarmante. Segundo o filósofo John Rawls, é dever do Estado garantir a igualdade de oportunidade para todos. Dessa forma, a omissão do poder público agrava a invisibilidade da saúde mental dos cidadãos brasileiros e, consequentemente, impossibilita seu gradual processo de melhora. Dessa maneira, a ineficácia do governo em tratar da saúde psicológica de seu povo acentua uma crescente onda de suicídios. Dados sobre esse cenário perturbador de saúde pública trazem previsões desesperançosas caso nenhuma medida seja tomada ao longo dos próximos anos.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para dar notoriedade às pautas de saúde psicológica da sociedade. Para isso, Estado, como órgão responsável por construir a mentalidade dos cidadãos, deve incluir, na Base Nacional Comum Curricular, a disciplina ‘Saúde mental’, de modo a orientar também as pessoas de como lidar com os próprios pensamentos e emoções no dia a dia, a fim de reverter a mentalidade preconceituosa e ignorante que impera.