Setembro Amarelo: desafios para a conscientização social quanto à prevenção ao suicídio no Brasil

Enviada em 25/10/2024

Djamila Ribeiro afirma que o primeiro passo para a resolução de uma questão é trazê-la à luz, e isso se aplica perfeitamente ao tema do suicídio, um grave problema social que afeta pessoas em todo o mundo. No site da ORG, os registros se aproximam de 14 mil casos por ano no Brasil, ou seja, em média 38 pessoas cometem suicídio por dia. Embora setembro tenha sido o mês que foi destinado para a conscientização sobre o suicídio no Brasil, é fundamental questionar: e o restante do ano? Onde estão as mídias, as campanhias para concientização de um assunto tão importante? Outro fator agravante com base no UFJF, jovens e adolescentes negros têm maior chances de cometer suicídio, é maior ainda entre o sexo masculino.

Com certeza, o setembro amarelo é um marco na sociedade, a visibilidade que trouxeram para a prevenção do suícidio é algo muito significativo, isso mostra para quem pensa em suicídio, que a vida importa. Porém, as campanhias são fortes só no mês de setembro, que pode até ter se tornado uma obrigação em ter que elaborar algo para esse mês, mas durante o ano, pessoas que passam por esse tormento, são esquecidas. É algo a se pensar, em como isso se tornou uma “obrigação” nas empresas que fazem algo para concientização só no mês de setembro para não serem as únicas que não fizeram, as mídias são as mesmas coisas, pois não se vê muitas coisas sobre o suicídio no decorrer do ano. Isso era algo que tinha que ser lembrado o ano todo.

Com os dados do UFJF, é algo a ser questionado o porquê de jovens e adolescentes negros tem um indice maior em chances de cometer suicídio. A desigualdade instaurada na socidade ainda prevalece para os negros, como é possível observar, que talvez tenham uma vida mais dificil e precária, que acabam fazendo com que eles tenham esse pensamento em se suicídar, por não estarem felizes com a vida, pela falta de apoio e oportunidades, pois a desigualdade faz com que seja mais difícil. O sexo masculino não costuma a se abrir, por acharem que isso é uma fragilidade, então acabam carregando todo esse peso sozinhos.

Portanto, é necessário intervir sobre a invisibilidade desse assunto durante o ano, e tornar a sociedade mais inclusiva e justa, pois na lei diz que todos temos os mesmos direitos, podendo combater a invisibilidade e a desigualdade social. Uma ação comunitária poderia criar campanhas para ajudar as pessoas que tem depressão, uma reunião em que pessoas que sentem um fazio e que pensam em se suicidar, possam se abrir, dando um apoio psicossicial.